27 de jul de 2013

SÍNDROME DA DESILUSÃO ORTOGRÁFICA AMOROSA POR KARINE ROSA

Tô dando um tempo de internet, mais precisamente twitter e instagram, tava precisando me desligar pra ligar de novo, sabe como é? Isso tá me proporcionando diversas coisas boas, utilizei o tempo que usava em 140 caracteres pra ler mais o que eu gosto: contos, crônicas ou como outros chamam, texto, mesmo. Também descobri um um editor de fotos bem legal que vai ganhar até post aqui no blog (talvez amanhã ou segunda). Mas o que queria mesmo mostrar pra vocês é esse texto lindinho da Karine Rosa lá do Blog Isso não é um diário. O texto é uma das maiores provas que o que nós mulheres gostamos mesmo é de conteúdo. Nada contra uns errinhos aqui outro acolá, mas um português bem usado dá uma tara a mais ;)
Leia e tente arrancar uma risadinha no final.
Não é que seu cabelo não seja no corte que eu sonhei. Nem foi sua regata que me afastou. Não foram seus amigos, seu jeito, a ligação que você demorou tempo demais a fazer. Relevei tudo isso porque você me tinha tão na mão. Eu estava pronta para tudo com você – menos para o seu “ancioso”.
Foi aí que veio o Facebook. E eram tantos erros que eu fechei sua página antes mesmo de ler toda a sua timeline. Veja bem, eu encararia numa boa seu celular desligado, suas ex-namoradas no seu pé e até sua dificuldade em ser fiel. A gente superaria isso junto. Mas não deu para encarar o “concerto do seu computador”, o “encômodo” que você causava, muito menos a “conhecidência de termos nos conhecido”. Nunca mais queria uma coincidência dessas na minha vida.
Não lhe pedi muito. Não queria declarações com ênclises, mesóclises e próclises nos lugares certos. Não lhe pedi que usasse o pronome correto, respeitasse a concordância nominal,  nem sequer que realizasse bom uso da crase. Tudo isso eu perdoava, que seria de nós se nos prendêssemos às regras intermináveis do português? Mas você me apareceu com um “vossê” e meu coração parou. E não de um jeito bom.
Entenda, não foi seu gosto musical. Não foram as baladas que você frequentava, seu jeito de me abraçar e seus sumiços. Não foi beijo insosso nem foi falta de química. É, não foi, com certeza, falta de química ou física. Foi a falta do português. Da próxima vez, meu bem, conquiste-me com um dicionário. Porque, em todos os sentidos, uma língua bem usada é afrodisíaca.


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