6 de mai de 2013

COISAS DE PEDRO

Hoje eu queria falar de Pedro. Se eu fosse falar dele há 9 anos certamente morreria de vergonha, mas como hoje eu tenho 21 e não vejo mais Pedro faz um tempão eu tomei coragem. Pra bombardear logo o negócio quero dizer que Pedro foi o meu primeiro amorzinho, assim como foi o único do primeiro colegial. Eu sei que se as meninas chatas da minha sala lerem isso, elas vão zoar comigo da mesma forma que me zoaram quando eu resolvi contar naquela reuniãozinha medíocre que elas planejavam semanalmente atras do colégio que gostava de Pedro. Achei ofensivo, mas não desisti! Acho que elas riram porque Pedro nunca tinha olhado pra mim. Ele era um ano mais velho, estudava na melhor sala do colégio, e acho que já tinha beijado a boca de umas 10 meninas. Incluindo as da minha sala. Mesmo assim eu gostava de Pedro. Mesmo sabendo que Pedro tinha fama de fazer meninas chorarem. Eu mesma vi umas duas dentro do banheiro tentando limpar o lápis de olho que escorria em suas bochechas. E era por causa dele. Eu sempre tive algumas evidências bem transparentes que diziam para eu não gostar de Pedro, mas eu não ligava, acho que gostava de alimentar aquele amor platônico, sabe? Até que um dia Pedro deixou de ser o Pedro da melhor sala do colégio e das meninas mais bonitas e começou a ser o Pedro que ouvia Link Park nos mesmos fones que eu. É, eu sei que foi uma mudança muito rápida, mas naquele dia a mãe de Pedro arrumou a mochila dele e sem querer (eu acho que foi querendo, e muito) tirou seus fones daquela bolsa velha toda desenhada. Pedro sentou-se ao meu lado, era a primeira vez que conseguia sentir seu cheiro de verdade (sem contar claro, naquele dia do jogo de futsal que entrei no vestiário dos meninos e cheirei o uniforme de Pedro. Que bom ninguém me flagrou.). Pedro estava agoniado por causa dos fones e muito desinibido perguntou o que eu estava ouvindo, quando eu disse ''welcome too my life'' Pedro praticamente voou em cima de mim e pegou para si um dos fones. Aquilo mudou nossas vidas. Desde então aquela música ficou sendo a nossa música e hoje, eu tenho certeza que para Pedro aquilo foi realmente um ''bem vindo à minha vida''. E essa foi a ultima vez que Pedro foi visto sem a Aline naquele ano. Pedro era muito engraçado no quesito romântico, levando em consideração, claro que naquele época ser romântico era sinônimo de sorvete no intervalo, recadinhos na capa do caderno e fazer gols na quadra. Era aquilo que me bastava naquele ano. Pedro era assim, um encanto sem fim.


2 comentários:

  1. Uau!! Achei muito lindinho.Mas peraí,termina essa história aí kkkkk tô curiosa.

    Um beijo!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Nathália, pensei mesmo nessa possibilidade e com esse seu comentário vou continuar sim. Beijos linda!

      Excluir