14 de nov de 2012

QUALQUER ESPAÇO INFINITO LONGE DE VOCÊ É NEGÓCIO

Confesso que diversas vezes eu quis por a culpa em mim. Quis mostrar para o mundo que você era diferente, e ao fazer isso eu me auto-dominava errada. Será que você consegue visualizar isso? Será que você consegue entender que a culpa em tempo nenhum foi minha? Por mais que por diversos anos eu a tivesse tomado para mim para não deixar mal algum te atingir?

Relacionamentos que um sofre pelo o outro não é saudável! Nunca foi certo aceitar seus erros, nunca foi justo te aceitar! Não foi justo comigo, com os amigos que se afastaram com a sua proximidade, não foi justo com as desculpas que eu sempre dei para minha família, simplesmente não foi justo. Justo seria você ir embora. Isso sim! Justo seria você tentar mudar, como sempre tenta e não consegue, bem longe. Não um longe que insiste sempre em aparecer, mas um longe que não existirá nunca mais.

Ah, o nunca mais... Li dias desse em mais uma dessas crônicas reais e que todos pensam que é apenas mais uma, que o nunca mais é muito tempo, realmente é. Só que muito tempo longe das suas atitudes de ''homem'' ainda é pouco. É pouco passar um ano sem te ver, é pouco  demais não ouvir mais ninguém citando seu nome, é pouco não vê mais qualquer coisa que me lembre você, por que se lembrar vai se tornar muito, vai se tornar tanto que vai chegar à ser fardo. Qualquer espaço infinito longe de você é negócio! E eu faço qualquer acordo para isso acontecer.

Eu desvio caminhos, pego atalhos, justamente aqueles que um dia você me disse para nunca pegar. Troco de número, troco uma, duas, troco quantas vezes forem necessárias. Troco até o número do meu pai. Mudo as músicas do fones, mudo todo o estilo musical. Não uso mais as roupas que você gostava, nem muito menos durmo mais com a sua blusa. Tiro o chaveiro da chave do carro e tento esquecer todas as manias que você me ensinou no trânsito. Se for necessário, eu mudo tudo, mudo até o que tem dentro de mim. eu só preciso agora é te expulsar. Eu só preciso é expulsar a parte de você que ficou inerente aqui dentro. Uma parte que cá entre nós, não vale tanto à pena assim.


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