6 de nov de 2012

O (SEU) MEDO IMPEDE DE SERMOS (NÓS)


- Quantas vezes já revivi esse momento? Quantas vezes essas cenas já se passaram pela minha cabeça? Quantas vezes já tive o mesmo pensamento que insiste em martelar aqui dentro? E como sempre acabo sentindo falta das mesmas coisas...? Quantos dias já se passaram desde o ultimo encontro? Por que ele não liga? Afinal o joguinho de quem liga primeiro já foi deixado para trás há muito tempo, essa fase já foi ultrapassada, na verdade nunca nem existiu joguinhos! Será que ele também conta os dias que passa sem manter contato? Não, ele com certeza não conta! Será que dessa vez os meus pensamentos irão se confirmar, aqueles pensamentos que sempre insistem em aparecer na minha consciência, pois toda vez que estou com ele me pergunto se será a ultima vez que estamos nos vendo... Será que o encontro de uma segunda qualquer foi o ultimo? E se foi o ultimo o que levou a ser? Foi algo que eu falei ou foi algo que eu deixei de falar? Será que eu estou pressionando demais? Ou será medo dele de assumir que se ficasse um pouco mais talvez ficaria para sempre? Ou será que nada é o  suficiente para que ele fique um pouco mais? Mas e todos os bons momentos, todas as risadas, as festas, os passeios, a cumplicidade, as confidências, as descobertas, as reconciliações, e tudo isso não conta como ponto positivo e não seria suficiente para que ele ficasse mais um pouco, e todos esse 500 dias ou mais, foram em vão?

- Como sempre eu ando..., saio, converso, e acabo aqui, nesse quarto com o pensamento nela, como pode eu sentir tanta falta daquele sorriso tão comum, será tão difícil assim encontrar outra igual, será tão difícil substituí-la? Como é possível eu sempre sentir falta das mesmas coisas? Hoje está fazendo 13 dias que não ligo, e sei que se eu não ligar, ela também não liga, afinal eu que sempre estou em dívidas com ela, não ligo não porque eu queira fazer joguinho até porque ela nunca cairía nos meus jogos, vai ver é isso que me intriga tanto, ela foi a única que não caiu nos meus joguinhos em que sempre mandei tão bem. Pensando bem acho melhor me afastar, mais me afastar de vez, deixar ela seguir em frente e conseguir alguém bem melhor que eu, porque eu sei que ela consegue. Segunda-feira foi tão legal nós juntos, foi especial como sempre foi, acho que pode ser um bom dia para ser lembrado como o ultimo encontro, mais cá entre nós, acho que se ela me pressionasse mais talvez eu já teria resolvido nossa situação, mas e se eu resolver e acabar com as confidências, as festas, os passeios e as risadas, e se acabar a cumplicidade, tudo isso é tão positivo, tenho medo de pensar muito e parar de sentir.

Ao escutar uma música as letras se encaixam nos momentos e dizem até o que ela não consegue expor em diálogos, com a agenda na mão para escrever, a ponta da caneta insiste em sempre rabiscar a mesma história, contar os mesmos fatos, na tela do computador as palavras saem fácil, digita ali algumas dúzias de palavras, põe pra fora algumas mágoas e alguns porquês... E ela se pergunta onde errou o que ela não fez, onde ela não foi o suficiente... Ela estava ali, ela está ali, sempre esteve ali, o problema é que ele não ver isso, e se ver finge que não...! No fundo ele tem é medo de não conseguir ser para ela tudo que ela é para ele, não conseguir ser um amigo, um namorado, um companheiro. Ela não erra com ele, ela não falha, ela é totalmente suficiente para ele e até mais do que ele merecia, o problema é ele, ele tem um medo absurdo de ficar mais um pouco e permanecer ali para sempre, porque ele sabe que se ficar não terá nada que o faça voltar atrás e não haverá saída a não ser colocar em prática o tão sonhado por ela e tão temido por ele: O PARA SEMPRE!






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