10 de nov de 2012

O CARA

Eu admito, o erro foi meu! Eu errei quando deixei de te amar para reclamar. Eu errei quando prestei muito mais atenção na sua falta de ligações que em sua única ligação na semana inteira. Eu também errei quando resolvi deixar você de lado e te expulsar da minha vida, te jugando por seus defeitos, quando na verdade eram meus.
Você era o típico cara que eu sempre esperei. O cara que me levava para conhecer cafeteiras incríveis e que me fez comer os melhores lanches da cidade. Que me ensinou a gostar de bandas que hoje continuam aqui nos meus fones, mesmo sem você. Você era o cara que não me ligava depois de um encontro, e me fazia quase infartar com isso, mas fazia eu me sentir a garota mais desejada do mundo ao mínimo sinal de contato (você tinha esse poder). Você foi o cara que falou o eu te amo mais bonito de todos os outros caras, mesmo sendo poucas vezes.  Você era o cara que todas as meninas da faculdade desejavam e era tão estranho aquilo acontecer pela primeira vez em toda minha vida que eu queria te esconder de tudo. Você era o cara que queria sentar no meu sofá e conhecer meus pais. Você era o cara!

Foi interessante ouvir você explicar o porque você estava falando eu te amo, foi mais incrível ainda me sentir amada, e digo mais, eu te amava mesmo antes de você me falar qualquer coisa, e você sabia disso, assim como sabe até hoje que eu sou uma pessoa péssima com palavras diante de você. Você compartilhou comigo momentos únicos da minha vida, os carinhas que faziam questão de declarar amor por mim não estavam comigo em momentos em que lágrimas escaparam, nesse momento era você, nesse momento era O CARA.

Mas como todo cara, você tinha lá seus defeitos, e eu com mais um terço à mais deles, não soube lidar com isso. Seu sobre-nome era displicência e o meu nervosismo. Mas o teu nome era apaixonado, e o meu continuava sendo nervosismo. Nome vem antes do sobre-nome, mas é pelo sobre-nome que a sociedade julga alguém, e eu em mais uma das crises perplexas, deixei de mão o cara, deixei de mão você.      

Ainda lembro as palavras que usamos quando ainda tínhamos uma espécie união (queria usar a palavra casal, mas para nós esse termo não é apropriado). Não houve ofensa como 99% dos relacionamentos que terminam à todo momento por ai. Você era diferente, e fazia tudo ao seu lado ser diferente também! Com muita sutileza você me convidou para sua vida, uma vida que mesmo distante e solta ao vento era leve e florida. Eu com a minha arrogante possessão não aceitei. Acho que na verdade eu tinha era medo da tua sensatez. 

E hoje fico aqui ouvindo inúmeros ''eu te amo'' que não chegam aos pés de nenhum sussurro seu. 







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